sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Esqueci-me de te esquecer.

Hoje não vou ser down, não me apetece. Apetece-me mandar-te à merda e dar-te uma trinca, sei lá, ficar com um pedacinho teu para que não me assombre a tua falta. Sinceramente tenho perdido o apetite por tudo, menos por ti. 
Sabes o que te digo? Não acaba, não vale a pena colocarmos pontos e finais ou inventarmos mais desculpas. Entre nós serão sempre vírgulas. Não é por frisarmos a palavra 'acabou' ou 'desta vez é de vez' que acaba. Porque não acaba porra nenhuma. Está à vista, não é por não estarmos juntos fisicamente que isto morre. Antes fosse assim. 
Parece fácil, ando aqui armada em menina-mulher que tem jogo de cintura e personalidade vincada, num teatro diurno constante para que me observes e saibas que passo muito bem sem ti. Sabe deus quando chego à cama. Um espaço cheio de nada, uma cama vazia e sobre a almofada a minha alma destroçada. Estou cansada de teatro, quero agarrar-te, apertar-te bem junto ao meu corpo e beijar-te, sentir o teu cheiro e só depois dar-te dois estalos bem dados. Que humilhação não é? É irónico querer o conforto e o carinho da pessoa que nos causa tamanha mágoa.
Admito, voltei a beber que nem uma louca. Tenho noites em que quase não me lembro dos estados em que fico, mas assim não te sinto, é um alivio tão grande, são as únicas noites em que adormeço sem dificuldade.
Já não sei ter apetite por outro alguém, e tenho bem definido na minha cabeça oca que não vou estar com outro alguém por carência. Já não consigo, nada me preenche desde que sei o quanto bom é ter-te na minha vida, quer presente ou não. Digo e repito, isto vai muito para além do estar fisicamente. Não te quero perder. Não quero provar da experiência de um futuro sem ti ou ter a visão de te ver casado e com filhos, dos quais não seja eu a mãe (palavras assustadoras, mas é o amor mais puro que já vivi). Estou a ser egoísta, demasiado emocional e provavelmente a pensar demais. Mas é como me sinto e tenho que o expulsar de mim para algum lado antes que perca a sanidade. 
De algum modo que ainda nem eu entendo muito bem, já fazias parte da minha vida.
Quero também que saibas que eu poderia ser a mulher mais galada de sempre e que o meu sonho continuaria a ser apresentar-te ao mundo como o homem da minha vida. Gostava também que ultrapassasses os conflitos que vão na tua cabeça... já te dei tanto, e continuo a dar-te tanto sem tu fazeres a menor ideia. És o assunto mais cansado no meu meio, e ainda assim tens dúvidas. É injusto e ingrato da tua parte. é ingrato dizeres-me que tens a plena noção que somos a alma gémea um do outro e que eu vi o melhor em ti, quando na mesma frase frisas que não resultamos e que existe falta de confiança da tua parte. Não tem lógica, não tem coerência. Não me podes dar tanto e tirar-me assim. Não me podes deixar adormecer com um sorriso no rosto, cheia de crenças e ao acordar encheres-me de lágrimas sem justificação possível e com um novo adeus. 
Tem dias em que acho que foges por te sentires feliz, por ser bom demais para ser real, ao mínimo pensamento negativo lá vais tu a fugir. Pára por favor e deixa-nos chegar ao auge. Prometo que se a cada vez que te sentires assim vieres desabafar comigo eu vou colocar-te as ideias novamente no lugar e não vou permitir que vás. Há que ver que nestas idas e vindas dás comigo em louca...já pensaste que um dia, talvez quando fores mais maduro vais querer mudar as escolhas que fizeste e podes correr o risco de me ver fugir? Chega de me culpares por não teres coragem suficiente de levar isto avante. 
Contudo, olho-te e só me ocorre: ''odeio-te, mas és o homem da minha vida'' e isto, deixa-me que te diga que é das maiores provas de amor que te posso dar, afinal...o que me dás tu?



Always yours, V.