quinta-feira, 2 de julho de 2015

Ainda não é hoje.

Perdi-me no dia em que te encontrei. É isso.
É aí que está a diferença. 
Tomara que tudo tomasse outro rumo, tomara que lutasses contra o que te assombra. Tomara eu, que fosses meu. 
Começa a ser doentio. Procuro o teu cheiro em cada canto...procuro um pouco de ti que talvez possa estar perdido naquela cama, naquelas almofadas. Sinto necessidade. Quanto mais longe estás, mais eu te sinto. Agora pergunto-te.., não é amor? Se não o é, então, porque voltas sempre? Porque procuras? Vais negar?  É como se telepaticamente sentisse-mos o que um e outro sente. Tu bebes, eu bebo. Tu fumas, eu procuro fazê-lo também. Procuro sentir-me igual...só dessa forma te sinto um pouco mais perto.
Precisamo-nos. 
E tu, que não sabes lidar com isto, vais criando rancores, mágoas, queres-me tanto e o tanto que tu me queres faz-te fugir e culpar-me por isso. 
Então e eu? De que me acusas? Não fui eu que estive lá mesmo sabendo do erro que estavas a cometer e no que eu me estava a meter? Não serás culpado também? Então não me culpes. Não me julgues de cada vez que tento tapar o vazio que deixaste...o que só acontece porque tu foges. Pára. Pára de procurar desculpas e desculpa se não posso ser o teu ideal de mulher. Para que conste, também não eras o meu ideal de homem...mas que importância é que isso tem no meio do tanto que nos aproxima? 
Tenho sufocado sabes...mas tenho-te aqui, no cantinho mais bonito do meu coração, onde só tu poderias estar. As estrelinhas sabem-no,.. Meu menino-homem. 
Já perdi a conta à quantidade de vezes que tentei despedir-me de ti...convencida de que seria a última vez. Só agora percebo que nunca foram suficientes e que nunca será uma despedida.  
Ainda te amo, o que é uma loucura, e pararei de escrever no dia em que te esquecer.
Por ser pouco, era muito.
Sabe Deus a saudade que sinto.

Com amor e um tanto de loucura, V